Início > Coluna do Almir Paulo > Ressocialização se faz com educação e trabalho

Ressocialização se faz com educação e trabalho

Foto Almir Paulo

Almir Paulo*

“O que cada um de nós deve fazer em primeiro lugar, pois não temos outro remédio, é respeitar as nossas próprias convicções, não calar, seja onde for, seja como for, conscientes de que isso não muda nada, mas que ao fazê-lo, pelo menos temos a certeza de que não estamos a mudar”.  (José Saramago)

“O sábio não se senta para lamentar-se, mas se põe alegremente em sua tarefa
 de consertar o dano feito”. (Shakespeare)

O Brasil tem hoje cerca de 500 mil presos nas penitenciárias brasileiras, em sua maioria são jovens, negros e com baixa escolarização. O Estado do Rio de Janeiro tem em suas unidades prisionais um contingente de cerca de 30 mil detentos, segundo dados do Ministério da Justiça, e é o estado do país onde presidiário menos trabalham.

A política de Ressocialização é extremamente precária porque, infelizmente, o Governo Estadual não faz os devidos investimentos na principal instituição que desenvolve o trabalho prisional, a Fundação Santa Cabrini. Acreditamos que é necessário aumentar o número de internos do sistema penitenciário que estejam ocupados – trabalhando, estudando ou aprendendo uma profissão, e também de ex-detentos e seus familiares.

E como diminuir a reincidência? Se o interno que vai para o semi-aberto com a obrigação de trabalhar de dia e retornar a prisão à noite não consegue emprego. Trabalhar aonde? E o ex-detento como se reintegrar a sociedade diante da discriminação e preconceito de empresários em empregar ex-bandidos? Como trabalhar sem ter uma especialização?

É preciso a definição clara de uma política pública, com metas, objetivos e recursos, para Fundação Santa Cabrini. Só assim a instituição será fortalecida para que ela possa desenvolver na sua plenitude sua missão.

A Fundação Santa Cabrini precisa aumentar sua capacidade técnica e profissional, mas para isso é necessário que o governador Sérgio Cabral autorize a realização de concurso público. É fundamental o oferecimento de cursos técnicos no sistema penitenciário, bem como de elaboração de novos projetos e a busca de novas parcerias no meio empresarial. Todavia, precisa também de novos investimentos dos governos estadual e federal para construção de novas oficinas.

O Governo Estadual, o Legislativo, o Judiciário e toda sociedade precisam intervir de forma enérgica e imediata na busca de alternativas para construção da Cultura da Paz em nosso Estado do Rio de Janeiro, porque Ressocialização é a Segunda Chance e se faz com educação e trabalho.

*Almir Paulo participa do Conselho Editorial do JAAJ.

Anúncios
  1. Lourdes da silva pinto duque estrada
    maio 29, 2013 às 10:51 pm

    tENHO MUITO ORGULHO DE UM DIA TER CONHECIDO O ALMIR PAULO, ISTO FOI A UNS 30 ANOS PASSADOS MAIS OU MENOS, NOS CONHECEMOS ATRAVÉS DE CONGRESSOS DA FAMERJ, LUTAS PELA CONTRATAÇÃO DO PESSOAL DE APOIO DA REDE ESTADUAL DE ENSINO, HOMEM ÍNTEGRO ,DE FIBRA, SEMPRE SONHOU COM UM PAÍS SEM EXPLORAdores e explorados, por melhor distribuição de rendas, por um país socialistas, me orgolho de ti ALMIR PAULo, que apesar dos anos terem se passado, continues lutando pelos teus ideais, abraços socialialistas companheiro.

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: